quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

.métdodo

(ou no que venho pensando nos últimos anos)





.às vezes me pego pensando sobre essa inconstância das coisas. Não as coisas materiais, porque essas nunca nos traem, mas as coisas envolvidas na natureza humana e as relações que construímos e anseiamos construir. Me incomoda essa alegria das pessoas, essa alegria torpe e barata. Mas por outro lado, pessoas que vivem se auto-depreciando soam me piegas e idiotas. Na verdade, sofro uma grande tendência de achar 90% dos seres humanos medíocres (e estou sendo otmista com o outro lado possuindo 10%), e o pior, sempre sou eu (eu mesmo) que encabeço a lista dos mais idiotas e estúpios. Porque estou pensando nisso mesmo? Queria poder me embriagar de vida, como certas pessoas. Só me restou me embriagar por causa dela. A certo tempo, toda uma busca utópica e ansiosa pela felicidade se foi. Percebi que tal meta tinha me assolado porque estava apaixonado pela busca em si. Apaixonado não, seduzido. Aí caiu a ficha. Nasci sozinho e vou morrer sozinho. Triste e sair de um ponto pro outro sozinho. Mas essa porra de vida não tem ensaio e acabo de descobrir que tenho gastado boa parte disso tudo só no making off. Embora, magoado e maduro, vale:


"Ir a Ítaca é importante. Mas importante ainda é o caminho até lá".

Um comentário:

  1. maduro o caralho... calma filho, a estrada é longa! Vc ainda é super baby. rsrsrs.

    Bob, vc precisa é abandonar essa crença pessoal apoiada em meros conhecimentos científicos e pragmáticos... Isso me soa: fiz letras na usp, li sartre...

    Aff!!! You need some pop! rs

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